Guimarães em palavras Magno

Abro esse espaço para pessoas com um interesse em um ponto de vista desconhecido, sobre diversos assuntos. Aqui será o meu canto ou refúgio para idéias, reflexões e poemas. Sejam todos bem vindos. Magno.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Minha oração.











Dizem que as palavras possuem poder.
Mas sem palavras é feito o
rejuvenescer decorrente de todas as batalhas que nos fizeram ver
que é perfeito observar calado o seu amanhecer.

Sinto que sua presença, véu do meu ser,
está além de superar o obscuro alicerce dos nossos obstáculos,
acompanhado do sofrer.

Aqui estou ajoelhado rompendo o elo 
do meu ego para ficar diante do 
tão sonhado alvorecer.
Já não tenho o desejo do poder.
O poder é o meu desejo de viver pra lhe reconhecer.

Que na escuridão seja possível ter o dom de renascer
a chama inapagável de seu filho em busca de se render.
Que a sua insistência em nos amar por toda eternidade
brilhe em nossos olhos curiosos, ainda que não tenhamos
aprendido à agradecer.

Já não desejo o querer.
Minhas mãos juntas entrelaçando meus dedos
é uma forma de lhe dizer que esse momento
estou dedicando total atenção à você.

Admito ser um grão nas areias finas da imensidão.
Mas possuo o conforto saber que este grão tem o proteger
de sua mão que nunca abandonará sua criação que fez nascer.

Que o sol que implantou dentro de cada um de nós,
jorre a mais forte luz do seu vencer.
Que com isso nos ajude a fazer nossos trabalhos
que nascemos com a força para erguer.

Aqui deixo a minha oração.
No meio de tantas, tenho a fé de que irá reconhecer.


Magno Guimarães de Souza.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Agarrando águas.








Quando a sede secar as nossas palavras,
ainda que belas, caladas elas ficam.

Abrigam um certo desapego aos raros
sentidos de tudo que significam.

Confesso que de joelhos minhas
lamentações se multiplicam.

Mas posso garantir que toda dor
e as quedas são o que me fortificam.


Percebi que ao tentar agarrar
a água, chega um momento em que ela vai embora.

Ainda que hoje minha mão possa estar seca,
não há nada mais belo do que viver o agora.

E que o tempo é a maior curadora
de tudo aquilo que um dia se melhora.

E o que realmente é meu não se vai,
apenas se revigora.

E em um novo olhar
poderei enxergar a minha aurora.


Autor: Magno Guimarães de Souza

domingo, 9 de outubro de 2011

Recomeçar.














Não se pode vencer o vazio.
Apenas acrescentar carinho e amor.
Caso contrário nada poderá ser feito.

O mundo lança um desafio.
Ser forte a um mundo frio e avassalador.
Ainda que sejamos injustiçados,
não largar de mão o que é direito.

Não vou chorar pelo meu plantio.
Em alguns momentos sentirei o dissabor.
Não sou perfeito,
mas em momento algum faltei com o respeito.

A covardia evidencio.
A sua alegria em ver a minha dor.
Mas na vida toda ação tem seu efeito.

E dentro de você o real sombrio.
Seu sorriso ao lado do enganador.
Mas com a consciência tranqüila em minha cama eu deito.

Estou aqui à aplaudir seu espetáculo.
Veremos o final do show.
Veremos quem de nós dois terá o maior obstáculo.

Não se pode enganar a vida.
E dos seus atos você não pode ser absolvida.
A ilusão lhe convida a dar a mordida.
Assinando a sua passagem só de ida.
A uma vida dolorida.

Obrigado Deus,
por me fazer ver
e assim libertar meu coração.

Talvez um dia as luzes ascendam
e eu possa ir para casa.
Como um pássaro caído
tentando curar a sua asa.


Autor: Magno Guimarães de Souza

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Minha sina.














O coração pode me levar a qualquer lugar, na alegria ou no chorar.

Mas tranquilo estou,
pois não conheço escuridão maior onde não haja coração.

Autor: Magno Guimarães de Souza

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fantoche.














Inocentemente nossos corações nos entregam.

Inicia-se um incêndio crescente nos peitos dos que habitam sua canção.

Contrária a sua imaginação, os sonhos sorridentes conduzidos pelos balões e a realidade à observar pelo chão.

Fantoches alegres e tristes emoções transitórias de cenas que as multidões observam no palco de encenações.

Ás vezes perdemos o enredo das construções de nossa vã filosofia e abrimos mão das nossas controversas afirmações.

Acorrentados com as certezas que nos fazem saudações à ignorância de não se abrir às novas visões.
Que perdão daríamos sem antes sofrermos as dores negações de nossos princípios ideais, que nos montam robôs da nova geração?

Destemidos leões sonolentos e alimentados pelas crianças cheias de empolgações no zoológico da cidade que acabara de iniciar sua inauguração.

Palavras ditas ao vento furacão de idéias mistas, que nem sempre se quer ajuda a uma erupção de um vulcão de boas intenções perdidas na mente de qualquer um que tenha a ciência que as crianças são a nossa salvação.


Autor: Magno Guimarães de Souza

sábado, 3 de setembro de 2011

Diário de um suicida.


 










Quando os olhos transbordam de lágrimas os sentidos afloram de um precipício desconhecido.

Despercebidos os sonhos esfolados com tantos desencantos e desgostos criam um sorriso triste e o próprio sonho desaparece.

Que pacto foi esse que determinou que viveríamos em meio a tanta dor e sofrimento e ainda sim teríamos que ser felizes com tudo isso?

Que piada engraçada a da felicidade.
Quanto mais procuramos e a desejamos a felicidade mais a tristeza permanece ao nosso lado.

Não importa quem sejamos ou o que falemos.
Ninguém se importa, pois seus problemas os impedem de ajudar alguém.

O que posso sentir sem um coração se lá dentro o que existe é um vão?

O paraíso é um conto tão bonito de ser contado.
Que tem dias que até finjo acreditar só para ter uns dias melhores.

Aquela força terminal está mais pra fraqueza assim como minhas mãos estão para as suas.

Ainda lembro quando podia enxergar nas minhas mãos a sua mão.

Ainda lembro quando podia lhe chamar de PAI.
Ainda lembro quando podia lhe chamar de DEUS.

Pensei ter sido chamado de filho
mas deve ter sido coisa da minha cabeça.
O órfão que vê que qualquer homem pode ser seu pai.

Atropelado pelo querer que o mundo lhe quer.
Rastejando sobre fracassos e sucessos não saciados.

Já percebeu que o barulho da minha corrente ao chão
é igual ao barulho da sua corrente, ou não?

Como posso ser tão louco a ponto de me passar como normal?
Como posso ser tão louco e ao mesmo tempo tão igual?

O destino é tão esquecido
que ás vezes esqueço que o destino é sem rumo.

E aos que fazem seu próprio rumo talvez destino nenhum lhe ofereçam sarcasmo.

Fazemos nossas escolhas e por ironia
nunca escolhemos nosso caminho.

Perturbado pelas angústias dos anos correntes, a gota da vida parece ter secado.
E nada mais em mim é amado.
Nada mais.

E como após um ponto final segue a folha em branco.
Talvez essa seja minha vida assim que eu termine todas essas palavras.


Autor: Magno Guimarães de Souza

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Olhos de menino. (Teoria da evolução)











Depois de tantas guerras, nossa terra cansada de lágrimas, sangue e memórias apagadas, sublimou.
Qual foi a razão do suor chegar ao solo e irrigar a raíz da nossa solidão?
Aonde chegou os esforços do pão divido entre irmãos?

Encontrei a imagem embaçada de vidas passadas e passagem de homens escravizados por um futuro conformado ao padrão e a prisão.
A grade fria de nossa fé, nos faz enxergar de forma clara a desigualdade de supostos valores e oportunidades.

Somos restituidos de interesses que outros e não nós, nos empoem a ter na sociedade criada por uma minoria, sem razões, aceita pela maioria.

Talvez tenham encontrado uma forma de nos impor idéias, mudanças, certezas e verdades. E talvez, só "talvez", essa forma se chame medo e caos.


Autor: Magno Guimarães de Souza