Guimarães em palavras Magno

Abro esse espaço para pessoas com um interesse em um ponto de vista desconhecido, sobre diversos assuntos. Aqui será o meu canto ou refúgio para idéias, reflexões e poemas. Sejam todos bem vindos. Magno.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Um amanhã que nunca chegará.


Pare apenas por uns segundos.
Não tente me dar razão ou mesmo discordar.
Tente apenas sentir.
E o que sobrar depois disso, faça o que lhe convir.

Porque existem certas coisas que acontecerão.
Com ou sem à aprovação de nossos desejos.

Quando sonhos apenas existem para embriagar nossos sofrimentos.
É quando nos perguntamos se desejamos saber o que há ao fim da estrada.
Essa estrada tão torta e cheia de defeitos

Ás vezes tenho a sensação que existem olhos que nunca enxergaram a luz.
E isso não é uma forma poética de dramatizar uma opinião.
E sim uma forma literária da vida lembrar-lhe que o arco-íres é uma miragem que nunca pode ser tocada.
E a fantasia existe apenas para no fim nos fazer adormecer.
Nada mais do que isso.

Lembro-me que quando menor sonhava em mundo melhor.
E hoje vejo que não é um mundo melhor que precisamos.
Na verdade nem sabemos mais o que é melhor.
Você consegue perder o senso do que é certo e errado.

Somos todos cegos, e melhores do que isso queremos ser cegos.

Chegamos sem nada e sozinhos nesse mundo.
E sozinhos e sem nada iremos dele também.
Podemos ficar chateados e até mesmo xingar.
Mas chega sempre o momento de aceitar.

E me parece que quando estamos de frente para o nada.
Seja perto da morte ou em um perigo por qualquer motivo.
Tantas de nossas razões se vão como se nunca existissem.
Como se não tivessem valor algum.
É como ler a bíblia para um mendigo e por si só não o alimentar.

Não conheço um ser humano que não tenha reclamado do passado.
Ou sonhado com o futuro.
Embora nunca voltem ou nunca vivam ambas situações perdemos tanto tempo com elas.

Uma simples pergunta.
Se nesse exato momento você tivesse uma arma apontada para sua cabeça.
E não existisse nada que não a fizesse disparar.
Quais seriam as suas últimas palavras?
Que teorema você iria defender?
Que parte da bíblia você iria recitar?
Ou apenas rezaria um pai nosso ou ave Maria?
Choraria como uma criança ou seria forte e demonstraria hombridade?
Parece que todas as perguntas tentam reverter ou amenizar a situação inicial.
O disparo.

Sabe o que penso?
Que independente de sua cor, de sua crença, de sua atitude ou até mesmo de tudo o que você fez.
Você será mais uma lembrança que será apagada com o tempo e mais um nome colocado em uma simples lápide.
É como diz o ditado:
"Em um jogo de xadrez, no fim o pião e o Rei são guardados na mesma caixa".

Já se perguntou que tipo de inferno nos espera?
O engraçado que só pude crer em tudo que já existe aqui em nosso mundo.
Penso.
Que inferno maior pode haver em saber que um pai pode matar seu próprio filho.
Que existem pessoas que se fortalecem em apenas prejudicar o próximo.
Que nossas vaidades podem ser causadoras de milhares de mortes através de nossas famosas guerras mundiais.
Fome, doenças, tormentas, escravização, manipulação, crenças irreais, juros, desemprego, humilhação, auto-estima, gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça, vaidade e infinitas “qualidades”.
Acho que depois disso tudo se ainda existir inferno, posso presumir que Deus é um grande comediante.
Poderia ser a maior piada de todos os tempos.

Pode ser que quando estiver bem próximo de meu leito de morte, eu lembre daquelas palavras que nunca consegui lembrar.
Que por algum motivo me fizeram chorar.
Mais isso não tem a menor importância.
Pois o amanhã nunca chegará.

Autor: Magno Guimarães

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carta de guerra.














Meu amor...
Você é forte e vai se sair bem.
Amo você, e as crianças profundamente.
Hoje e amanhã... a cada dia mais e mais.
Continue sorrindo. E nunca desista.
Mesmo quando as coisas não correrem bem.
Então, para terminar, meu amor,
... esta noite, aconchegue as crianças
na cama quentinha.
Diga-lhes que as amo,
depois abrace-as por mim
e dê um beijo de boa noite.


Filme: Falcão negro em perigo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Deus x Amor












Quando o suor queima os olhos
e nossas certezas de nada é mais certo do que nunca.
Fazendo nossa esperança perdida em meio a tanta espelunca.
Nossas verdadeiras amizades fortes como castelos de areia.
Deslizam pelos olhos de menino envenenado na veia.

Tudo é tão belo como a justiça nas ruas da igualdade.
A realidade nos sorrindo e nos dando a falsidade.
Deus é amor
Amor é Deus.

E nossa benevolência rígida pelo medo da punição.
E em nossas cabeças a maldade faz sua moradia maldição.
Como a humanidade está em evolução.
É lindo ver o progresso da aberração.
Um cenário perfeito de um porto ao fim do oceano.
Sem ninguém a lhe esperar.

E contamos com o grande Mestre “Ninguém”.
Que lhe ensina apreciar o gosto de seu próprio sangue a cada dia.
Uma solidão que de fato arrepia.
Não, não. Não estou falando de covardia.
Estou falando de alegria.
Assistir a morte da harmonia.
Moradia de nossas lamentações que não vemos como ironia.
Uma epidemia de nosso egoísmo e agonia.
Você deve imaginar como estou contente.
E por de trás destas palavras o meu sorriso.
É realmente perfeito.
Um espetáculo.
Veremos o circo pegar fogo e ao final estaremos de pé aplaudindo.
Como nosso conhecimento e a nossa vontade de buscar a verdade nos libertou.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
Amém.


Autor: Magno Guimarães

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

À primeira vista.










Ao crescer, como cego, eu tinha dois sonhos.
Um era enxergar, e o outro era jogar hóquei para os New York Rangers.
Depois do milagre do meu breve período com visão, seu eu tivesse que escolher , acho que teria preferido jogar hóquei para os Rangers.
Não que enxergar tenha sido tão ruim.
Vi muitas coisas.
Algumas eram muito bonitas.
Outras davam medo.
De algumas coisas, já estou esquecendo.
Um determinado olhar em um par de olhos...
Nuvens...
Essas imagens ficarão comigo muito depois que a luz se apagar.
Como cego, acho que vejo muito melhor do que quando tive visão.
Porque acho que não vemos com nossos olhos.
Acho que vivemos na escuridão quando não olhamos para o que é verdadeiro em nós...
ou nos outros... ou na vida.
Acho que nenhuma cirurgia pode fazer isso.
E...
quando vê o que é verdadeiro em si mesmo...
então já viu o bastante.
E não é preciso de olhos para isso.

Trecho do filme: "À primeira vista."

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A return to love.












Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é o de sermos poderosos além das medidas.
O que mais nos assusta é a nossa luz, não a nossa escuridão.
Quem sou eu para ser brilhante, bela, talentosa, fabulosa?
Na verdade, quem você é para não ser tudo isso?
Você é filho de Deus.
Bancar o insignificante não presta um serviço ao mundo.
Nada há de iluminado em se diminuir para os outros não se sentirem inseguros perto de você.
Todos fomos feitos para brilhar, como brilham as crianças.
Nós nascemos para manifestar a glória de Deus, que está dentro de nós.
Não está só em algumas pessoas,
mas em todas.
E, quando deixamos nossa luz brilhar, inconscientemente damos as pessoas permissão para fazer o mesmo.
Quando nos livramos de nosso medo, nossa presença automaticamente libera os outros.

Marianne Williamson

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Minha oração.











Dizem que as palavras possuem poder.
Mas sem palavras é feito o
rejuvenescer decorrente de todas as batalhas que nos fizeram ver
que é perfeito observar calado o seu amanhecer.

Sinto que sua presença, véu do meu ser,
está além de superar o obscuro alicerce dos nossos obstáculos,
acompanhado do sofrer.

Aqui estou ajoelhado rompendo o elo 
do meu ego para ficar diante do 
tão sonhado alvorecer.
Já não tenho o desejo do poder.
O poder é o meu desejo de viver pra lhe reconhecer.

Que na escuridão seja possível ter o dom de renascer
a chama inapagável de seu filho em busca de se render.
Que a sua insistência em nos amar por toda eternidade
brilhe em nossos olhos curiosos, ainda que não tenhamos
aprendido à agradecer.

Já não desejo o querer.
Minhas mãos juntas entrelaçando meus dedos
é uma forma de lhe dizer que esse momento
estou dedicando total atenção à você.

Admito ser um grão nas areias finas da imensidão.
Mas possuo o conforto saber que este grão tem o proteger
de sua mão que nunca abandonará sua criação que fez nascer.

Que o sol que implantou dentro de cada um de nós,
jorre a mais forte luz do seu vencer.
Que com isso nos ajude a fazer nossos trabalhos
que nascemos com a força para erguer.

Aqui deixo a minha oração.
No meio de tantas, tenho a fé de que irá reconhecer.


Magno Guimarães de Souza.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Agarrando águas.








Quando a sede secar as nossas palavras,
ainda que belas, caladas elas ficam.

Abrigam um certo desapego aos raros
sentidos de tudo que significam.

Confesso que de joelhos minhas
lamentações se multiplicam.

Mas posso garantir que toda dor
e as quedas são o que me fortificam.


Percebi que ao tentar agarrar
a água, chega um momento em que ela vai embora.

Ainda que hoje minha mão possa estar seca,
não há nada mais belo do que viver o agora.

E que o tempo é a maior curadora
de tudo aquilo que um dia se melhora.

E o que realmente é meu não se vai,
apenas se revigora.

E em um novo olhar
poderei enxergar a minha aurora.


Autor: Magno Guimarães de Souza